terça-feira, 5 de setembro de 2017

Coleção Salve-se Quem Puder (Livro jogo)



Tá aí um livro jogo que não é nem Aventuras Fantásticas nem RPG, a coleção da Scipione, Salve-se Quem Puder, que tive a oportunidade de ler / jogar recentemente, e este volume foi A Cidade Submersa, historinha bacana que me trouxe por alguns momentos de volta à infância. Descobri essa coleção nos anos 90, mesma época em que a série Aventuras Fantásticas bombava nas livrarias, mas não teve o mesmo reconhecimento que essa série de fantasia e até os dias de hoje é pouco lembrada, o que acho muito injusto. Em comum com a série da Marques Saraiva só mesmo o fato de não se tratar de um livro tradicional, e sim um jogo interativo com uma história de pano de fundo, que nos diverte até termos a sensação de completar a missão, que no caso é terminar o livro. Em Salve-se Quem Puder não precisamos de dados, anotações, nada disso. Não há combates, você não escolhe seu caminho, você tem muita ajuda para completar a missão, é oferecido pistas, você pode seguir adiante mesmo errando ou desistindo e lendo a solução para o problema na página de respostas, não há mortes, e o público alvo são as crianças, ao contrário de Aventuras Fantásticas, onde crianças, adolescentes e adultos sentem o mesmo prazer na aventura. Aqui toda página tem uma história em quadrinho, é tudo bem desenhado e bonitinho, auto explicativo, provavelmente seu objetivo principal é fazer as crianças tomarem gosto pela leitura brincando, além de desenvolver seu raciocínio e incentivá-las a pensar mais, aprendendo a encontrar soluções. Além disso, é um ótimo passatempo para unir pais e filhos, já que um livro tão interessante desses não deve passar despercebido aos olhos dos adultos, aumentando sua interatividade com os filhos e os fazendo pensar em equipe. Enfim, é igualmente injusto comparar essa coleção com Aventuras Fantásticas, Salve-se Quem Puder tem seu próprio mérito, e afinal de contas existiram outras coleções de livros jogos que não precisam ser comparadas, como a Enrola e Desenrola, que falaremos em um outro post. Acredito que assim como eu, muita gente teve em mãos na infância ao menos um exemplar dessa coleção e sabe bem do que estou falando. Para mim é uma leitura super recomendada, não só para as crianças, como também para os adultos redescobrirem ou mesmo passarem a conhecer. Imagino ser fácil de encontrar em qualquer sebo, este exemplar de A Cidade Submersa tive a sorte de encontrar e bem baratinho, e até mesmo pelo Mercado Livre. Baixar versões em scans, pdf ou, se tiver, ler uma versão online, pode ser uma alternativa, mas nada substitui o prazer de ter um exemplar histórico desses livrinhos, que embora não carregue a alcunha de ´´livros jogos´´ eu assim os batizo. Não sei se foi relançado, e por mais que eu procure não consigo encontrar informações dos criadores, do ano de lançamento e da história da coleção, mas continuarei minha busca por outros volumes, mesmo os que já conheci na infância, e conhecer o maior número de desafios possíveis dessa coleção, entre eles desafios super fáceis, outros complexos, outros intuitivos, outros até mesmo controversos, que acaba pregando uma peça no leitor que por ventura possa ter outro ponto de vista, mas que mesmo assim o faz aprender a enxergar para os lados e entender o que lhe passa despercebido. Para entender melhor o que estou dizendo, só mesmo lendo um desses livros.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Um Homem Aranha que esperávamos, mas que ainda não supera o de 2002



Até que enfim um filme bom do Aranha, tal como esperávamos a muito tempo. Mas ainda prefiro Tobey Maguire vivendo o herói, ainda considero a trilogia de Sam Raimi imbatível, mesmo o terceiro filme tendo tantos hatters o vejo como um bom filme, embora não sendo perfeito. Em De Volta ao Lar Peter deixa de ser aquele nerd solitário e tem uma turma de amigos nerds, já numa fase boa nesses tempos atuais em que ser nerd não é ser sofredor, é cult, Big Bang Theory está aí para provar isso. Inclusive o valentão da escola que vivia fazendo bullyng com Peter é também um nerd nessa nova versão, e isso me causou estranhamento, o ator parece até um indiano. Tia May agora é uma senhora enxuta, mais até que a anterior, tio Ben sequer é arranhado, Peter aparentemente tem dificuldade em usar os poderes que lhe foram conferidos pela picada da aranha radioativa, nada de sensor de aranha, parece que o traje realmente é tudo para ele, como não devia ser, afinal ele não é um Homem de Ferro mais novo, e aquela vozinha feminina falando com ele o tempo todo tal como o Jarvis também incomodou. Mas o roteiro é bom, e como Peter aprende e mostra no final, ele é bem mais que o uniforme a despeito do que pensava. Michael Keaton fez um Abutre que não decepcionou, trabalhado em um tom ideal, porém é exagero dizer que foi um vilão como nenhum outro da Marvel conseguiu ser nos últimos anos, como está sendo normal ouvir por aí. Torceremos para que o próximo vilão seja o Duende Verde, desta vez de maneira acertada, já que temos razões para acreditar no bom senso de quem está por trás deste novo aracnídeo. Ainda estão nos devendo um interesse amoroso familiar ao Peter, nada de nerds esquisitas, ou ao menos que lembre minimamente as personagens que estamos acostumados, uma nova versão do Harry sem necessariamente ser um nerd, e a inclusão aqui e ali de outro herói Marvel, além do Homem de Ferro. Falando em Tony Stark, ele aparece de forma dosada, não ofuscando o Homem Aranha de Tom Holland em momento algum, como temíamos vendo os trailers. Obrigado Marvel. Mas por favor, que o próximo traje seja menos incrementado, ao que parece o herói vai se tornar mais livre e menos dependente da tecnologia e direcionamento do Stark, e assim vamos ter um Homem Aranha mais completo, que age sozinho, além de começar a trabalhar no Clarim, se interessando pelo ofício da fotografia, não em vlogs, afinal de contas hoje todo mundo faz vídeo para o Youtube e isso não conta como fotografia. Ou será que pensam que sim?

terça-feira, 11 de julho de 2017

Space Squad Gavan vs Dekaranger - Crítica COM SPOILER

Porque o nome Gavan vs Dekaranger? Os heróis não lutaram entre si, pelo contrário, se juntaram para uma causa em comum, apesar de alguns tropeções pelo caminho.

Acabei de assistir Girls in Trouble e Gavan vs Dekaranger, e para mim o saldo total foi positivo. O primeiro não achei tão divertido, nem mesmo pela aparição da Herbaria (Hellvira no original), que apesar do visual bem bonito não era a Herbaria que estávamos acostumados. Sem ligação nenhuma com a Herbaria de Spielvan, a impressão que tivemos era que apenas aproveitaram o visual para criar uma vilã interessante. Benikiba, inicialmente apresentada como a mesma vilã do Jiraiya, também não é nada do que esperávamos, mas acho que a gente pode perdoar, já que essa nova Benikiba é uma gata. Porém, o filme tem muitas cenas de luta, o que acredito ser o melhor do filme, além de servir como prólogo para o primeiro episódio de Space Squad, que torcemos para ter as prometidas sequencias de fazer cair o queixo de qualquer fan de tokusatsu, ou mesmo apenas dos saudosistas que acompanharam parte desses heróis na Manchete. O roteiro é fraco, e a história cansativa de se assistir. Como já tínhamos ouvido falar, Herbaria só aparece nesse capítulo introdutório e é derrotada.

Já Gavan vs Dekaranger, apesar de algumas coisas me incomodarem, achei um filme bom. O roteiro é bem construído, tem mesmo estrutura de filme de cinema, mais até do que qualquer Super Hero Taisen. Já que o projeto é mais ambicioso, poderíamos esperar um CGI mais caprichado, principalmente na parte das naves, e ficamos apenas na vontade. As cenas de luta são de tirar o fôlego, mas fiquei um pouco frustrado ao saber que esse Mad Gallant, o nosso MacGaren, não era o mesmo da série do Jaspion, apenas a tecnologia de sua armadura era aproveitada, mas me consolei com a citação do herói, da tecnologia Metaltex, do planeta Edin, e especialmente os flashbacks, que embora curtos foram suficientes para empolgar muito marmanjo por aqui, especialmente no momento em que Gavan lança um ´´Espadium Laser`` em MacGaren. A participação do primeiro Gavan e a solução encontrada para se derrotar o vilão principal é válida e consegue emocionar até os mais insensíveis. O roteiro ainda apresenta alguns defeitos que não me passaram batidos, como exemplo posso citar a solução tosca que a comandante Sophie ´´encontrou`` para fazer o Gavan entrar em contato com os Dekaranger, a falta de explicação quanto ao desaparecimento do dono da empresa de fraldas, que teve uma importância crucial no plano dos vilões, a ressurreição de Satan Ghost. Este sim esperamos que seja o original, não uma cópia barata. E ninguém me convence que ele foi destruído tão facilmente quanto sugerido no final. Ah, e o fato desse novo Mad Gallant ter sobrevivido depois do ´´Espadium Laser``, tendo apenas sua armadura destruída, também achei difícil de engolir.

Esse primeiro episódio de Space Squad valeu pela nostalgia, pena nós brasileiros não podermos colaborar de maneira legal com o projeto. Foi realmente digno de ser exibido no cinema, bem melhor que o filme dos Power Rangers, com quem sofreu comparações desde o início do ano, por ser um filme de tokusatsu ´´de verdade``. Um bom presente para nós, fans saudosistas. Que o projeto engatilhe e que possamos ver, a nosso modo, outros Space Squad com mais heróis de nossa infância. Esse primeiro teve até cena pós crédito, achei uma belezura.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Elenco brasileiro de Game of Thrones

GOT vem chegando em sua 7ª temporada esse mês e com isso não se fala em outra coisa. Enquanto aguardamos, e já entrando na onda, estive aqui imaginando como seria o elenco de Got se fosse filmado no Brasil. Não fui muito longe, pensei apenas nos personagens mais recorrentes da 1ª temporada, e sei também que a ideia não é nova, mas se alguns atores imaginados para sua versão brasileira ficaram bem parecidos com os originais, outros achei que não combinavam nem um pouco. Enfim, fiz minha escalação, comentem o que acharam e se vale a pena fazer com personagens de outras temporadas.


                                                Klara Castanho como Arya Stark

Renato Cavalcanti como Bran Stark

Vladimir Brichita como Sandor Clegane

Denise Del Vecchio como Catelyn Stark

Alexia Dechamps como Cersei Lannister

 Mariana Ximenez como Daenerys Targaryen

Reynaldo Gianecchini  como Petyr Baelish

Lully de Verdade (Youtuber) como Goiva

Miguel Nader como Hodor

 Henri Castelli como Jaime Lannister

Caio Paduan como Jon Snow

Vítor Thiré como Joffrey Baratheon

Marcello Novaes como Jorah Mormont

 Juliano Cazarré como Khal Drogo

Lícurgo Spínola como Eddard stark

Rafinha Bastos como Renly Baratheon

Klebber Toledo como Robb Stark

Charles Paraventi como Robert Baratheon

Totoro como Samwell Tarly

Marina Ruy Barbosa como Sansa Stark

 João Velho como Theon Greyjoy

Herson Capri como Tywin Lannister 

Giovanni Venturini como Tyrion Lannister

Marcelo taz como Varys

 Rafael Vitti como Viserys




quarta-feira, 28 de junho de 2017

Já inventaram os ``Novos Trapalhões`` antes



Recentemente tem circulado a notícia de que uma nova versão de Os Trapalhões será lançada no dia 17 de julho no canal Viva, tendo no elenco, além dos Trapalhões remanescentes originais, o filho do Mussum e o Gui Santana, ex Pânico, que para mim foram as melhores opções para integrar a recente versão do quarteto. Os outros dois, Lucas Veloso e Bruno Gissoni, ainda não consigo reconhecê-los como bons sucessores. Não creio que o quarteto merecesse um remake, afinal, em clássico não se mexe, apenas deveria ter seus quadros todos reexibidos na programação do Viva. Esse remake provavelmente veio na onda da Nova Escolinha, que acabou se tornando mais uma homenagem do que qualquer outra coisa. Se essa nova versão vai ficar legal ou não, pouco importa, o que não devemos é nos esquecer que Os Tapalhões já tiveram uma nova versão, mesmo não reconhecida, o que acredito veementemente não ser o único a pensar desse jeito. E essa versão não é nem brasileira.

Big Bang Theory acabou se tornando o quarteto cômico que supriu a ausência de Os Trapalhões na TV que sentíamos desde a infância. Seus personagens não são sucessores oficiais, mas consigo reconhecer características de todos os quatro Trapalhões em cada um deles, o que pode ser coincidência ou não. Pode até mesmo ser que os criadores do seriado americano, Chuck Lorre e Bill Prady, tenham assistido alguns quadros desse nosso humorístico e tenham sido influenciado ao criar a personalidade dos quatro nerds principais, por que não? E com a série ainda em exibição, para que assistir a esse despropositado remake, pergunto eu.

 Didi Mocó x Sheldon Cooper 

Bem ou mal, sendo amado ou detestado, é o personagem principal do quarteto. Antissocial, consegue se divertir sozinho, irritante, cheio de manias, irrita os amigos, deus e o mundo e  mesmo assim acaba tirando proveito dessas qualidades. E é impossível imaginar o seriado sem eles.
 Dedé Santana x Leonard Hofstadter 

Não é tão engraçado como os outros, muitos diriam que são personagens escadas, mas na verdade são tão importantes quanto os demais. Faz o estilo correto, pouco afeito a brincadeiras e gozações, está sempre fazendo duplinha com o personagem principal, mas acaba fazendo papel de trouxa e vítima das maluquices de seus companheiros. 

  Mussum x  Howard Wolowitz

Farrista, mulherengo e contador de histórias. Pelo menos nas primeiras temporadas Wolowitz era assim. Mesmo que não fossem necessariamente sortudos com as mulheres, os dois não perdiam a oportunidade de apreciar o material, se aproximar vez em sempre mesmo as afastando, cheios de truques na manga para tentar impressionar.
Zacarias x Rajesh Koothrappali

Tímido com as mulheres, é também o mais meigo e fofinho dos quatro. Se a princípio sua aparente fragilidade põe em dúvida sua masculinidade, ele não tarda a provar que é sim um admirador do sexo oposto, e até se dá bem de vez em quando... claro que se a moça der em cima dele primeiro, por que não tem coragem nem de iniciar uma aproximação.

E vocês, o que acham da minha teroria?